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segunda-feira, 25 de dezembro de 2017

Em Cima da Hora

Alexandre d’ Oliveira

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Todos os anos é aquele empurra, empurra nas lojas. Hora do Rusch, todos sem exclusividade quer se safar, e comprar seu presente de Natal, ou ao menos alguma lembrança para o ano novo. Quando no Réveillon, o traje é sempre de cor branca. Mas quando fica impossível o transitar de pessoas entrando e saindo de lojas alguns preferem fazer essas compras noutra hora.  Tudo parece muito difícil.

Mas, hoje entendo o que meus avôs pensavam e até recordo que Dona Benzinho era mais próxima de mim, entendia bem meu ponto de vista e o que ela falava, realmente vejo que é certo. Ela apenas dizia que nada melhor que um dia atrás do outro e uma noite no meio para que soubéssemos sobre o que pela manhã  faríamos. E olha, que eu aprontava quando moleque.  Eu era tão levado que antes de fazer  meus dezoito anos, abandonei tudo, e corri em direção ao mar. Quis ser marinheiro. Depois de tomar muito mar pela cara, chuva e muito frio, andar pela neve , e pegar calo de mais de cinquenta graus a sombra , resolvi tomar vergonha , e tirei o certificado de Contra Mestre. Mas, desde então Jesus , olhou de soslaio para mim , e falou com o pai , e mostrou outro caminho.

Hoje sou formado, e gosto do que faço. E, muito, identifico-me com minha formação,   pelo fato de correr atrás  daquilo que me pertença. Que na realidade vejo ser meu. Pois, nada a gente prevê sobre o que possa acontecer. Exemplo disto.  Temos muito a vista. Eu já  cai no mundo. E vi tanta coisa erradas, coisas que jamais imaginei. 

Eu pedi tantas vezes a Deus para me tirar do meio em que me encontrava. Já  que se eu me rendesse às  coisas que todos os dias eu presenciava, acredito que não  estava contando histórias.  Mas, eu posso contar que fui muito respeitador, e até  hoje sou. No entanto, eu não  tenho ideia onde essa turminha está querendo chegar.  Já uns dois dias eu estava fazendo compras no Shopping,  e aproximou de mim , uma senhora com seu filho. Nisto encontrei um menino tão insuportável que eu dei no garoto um chega pra lá,  que pensei  que a mãe   dele ia criar caso comigo.

E, no entanto,  ela agradeceu. Eu apenas com a minha coxa  elevei a bunda do garoto e pus este sentado.  Gente, estes garotos de hoje são  atrevidos, E tem um palavreado  que deixa qualquer um irritado. Seu vocábulo é  tão  agressivo  que vemos isto partir de algum problema que tenha os pais. Estes não  respeitam os mais velhos . E de forma alguma aceitam opinião.  Foi, quando me lembrei de Benzinho,  minha vó por parte de pai. 

Que dizia: o que acontece na rua é por causa da má educação dada pelos pais que quando não agem com diplomacia , age de forma abrupta  tirando o direito de um ou do outro, sem ao menos dar a estes uma boa chinelada. E levando estes para a praça,  e nos tirando  , por no mínimo  idiota por não  aceitar  o que hoje podemos deste falar.  Às  vezes o Leão  ruge , nos abafando a voz. E nisto nos tirando de campo.


João Pessoa 25 12 2017

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